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Anemia

Anemia é uma das situações clínicas mais frequentes na prática médica. Embora muitas pessoas considerem a terminologia como sendo uma doença, ela nada mais é do que um dado laboratorial que se obtém no hemograma.

A dosagem da proteína hemoglobina é o que baliza a definição de anemia, e valores abaixo do esperado no paciente, respeitando-se as suas características de sexo e idade, atestarão se existe ou não uma anemia.

Palidez e irritação são sintomas de anemia

A criança muda de comportamento. Comia bem, já não come mais. Está pálida, desanimada, sempre com sono ou irritada. Os sintomas podem indicar uma anemia e precisam ser investigados. Primeiro para afastar doenças mais graves. Um exame clínico apurado, associado ao relato do histórico de vida da criança e exames de sangue darão o diagnóstico exato para a definição do tratamento. A queda do número de glóbulos vermelhos e também a queda na taxa de hemoglobina no sangue (a substância que dá cor aos glóbulos vermelhos). As anemias se dividem em hereditárias (defeito congênito como a Talassemia e Anemia Falciforme) e as adquiridas.

Entre as anemias adquiridas estão a anemia ferropriva (falta de ferro), e anemia fólicopriva (falta de ácido fólico) e deficiência de vitamina B12. Entre elas, a anemia fólicopriva e a causada por deficiência de B12 são raríssimas em crianças.

"Nas crianças, a anemia mais comum é a ferropriva, que pode estar associada a alguns fatores. O parto prematuro é um deles, porque a cota de ferro é armazenada criança no último trimestre da gravidez. Se a criança nasce de oito meses, deixou de adquirir um mês de ferro da transferência da placenta, o que faz os prematuros terem mais chances de adquirir anemia carencial, que começa antes dos seis meses", explicam a Dra. Maria Filomena e o Dr. Guidetti.

A mesma tendência pode ser verificada entre gêmeos, por conta da distribuição de ferro que pode ser maior para uma das crianças e entre mães com muitas gestações, e muito próximas, nesses casos as mais novas propensas à anemia carencial, já que não houve tempo para reserva de ferro. No entanto, mães anêmicas não têm, necessariamente, filhos anêmicos.

Quando o nível de hemoglobina cai muito no sangue, existe o comprometimento das atividades da criança, que pode ter alterações de frequência cardíaca, sopro no coração, falta de ar quando brinca um pouquinho, tudo pela deficiência no transporte do oxigênio pelo corpo, já que os glóbulos desempenham essa função.

Para confirmar o diagnóstico, os médicos destacam como prioritário o conhecimento da história da criança, para confirmar se ela tem uma deficiência aimentar, e avaliar a qualidade da sua dieta, ou se ela tem algum outro tipo de problema que comprometa a absorção de ferro pelo organismo.

"Algumas crianças podem ser alérgicas ao leite de vaca, e essa alergia só se manifesta através de uma diarréia. Nesse caso, a criança não tem boa absorção por causa de uma proteína do leite a lactose", relatam.

Depois de conhecer o histórico da criança, os médicos utilizam o exame clínico em busca de descoramento de mucosas, manchas roxas, alterações dos gânglios e aumento de fígado e baço, que sinalizam outro diagnóstico.

Os exames complementares são o hemograma, que revela o total de glóbulos vermelhos, hemoglobina, plaquetas, leucócitos e dosagem de ferritina, para medir o estoque de ferro no corpo e a dosagem de ferro circulante no momento da coleta. Caso existam dúvidas - se os pais são descendentes de italianos e povos mediterrâneos ou negros - é pedido o exame de eletroforese de hemoglobina para afastar anemia congênita, que pode estar associada à anemia carencial.

Fonte: Dr. Jornal em revista - Fev/2001 - Nro. 28

   
                 
 
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