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OBESIDADE

Você se sente pesadinho? Ou você se enxerga fofinho a mais do que você queria quando olha no espelho?

Para não ficar em dúvida, é essencial saber a real situação.

Para cada estatura da infância e adolescência existe uma faixa de peso considerada ideal. Esse é o inicio da avaliação: seu peso bate com a estatura? Ou está muito abaixo ou muito acima?

Para saber, divida seu peso pelo quadrado da sua estatura em metros, e você terá um índice universal chamado de Índice de Massa Corporal, ou simplesmente IMC. Ele começa a vigorar a partir de 2 anos de idade. Até 20 anos, que é a idade adulta, ele é variável conforme a idade e tem gráficos de normalidade (selecione o sexo para visualizar o gráfico correspondente: maculino | feminino). Após os 20 anos, não pode passar de 25.

Então, de 2 a 20 anos, procure a idade e o IMC no gráfico, faça um pontinho e veja onde cai. Se estiver acima do 85% já é sobrepeso. Acima de 95% , é obesidade.

Após os 20 anos, de 25 a 30 é sobrepeso. Acima disso, obesidade.


POR QUE DEVO ME INTERESSAR POR ISSO?

Porque obesidade é doença epidêmica, mundial, cada vez mais freqüente.. Além de ser uma doença em si, é fator de risco sério para um monte de outras patologias que vão cobrar um preço muito alto mais tarde. Ou mais cedo.

Então, se você tiver alguém na família, ou algum amigo que você suspeite que esteja carregando peso a mais para baixo e para cima, mãos à obra. Mesmo que o suspeito não seja mais do que um colega distante. Você pode ser um fator multiplicador e espalhar o conhecimento que você tem em beneficio dos outros.

MAS, O QUE VEM A SER OBESIDADE?

Excesso de peso, certo?

Errado: é excesso de gordura.

Na criança essas coisas se confundem, porque em geral peso a mais é gordura a mais. Mas na adolescência e no adulto, pode haver excesso de peso à custa de musculatura. Por exemplo, os puxadores de ferro – fisiculturistas. Então precisa pegar o peso da pessoa e separar em gordura e peso magro. Como fazer isso?

Pela avaliação de algumas pregas cutâneas com um aparelho chamado adipômetro, ou plicômetro, ou, melhor ainda, pelo método da Bioimpedancia, que é mais preciso. Sem isso, não há jeito de saber quanto tem de gordura sobrando e quanto tem de ser eliminada.

Outro dado fácil de ser obtido é a circunferência da barriga. Em geral, a deposição de gordura se dá dentro do abdome e determina um aumento maior ou menor na medida. Claro que quanto maior, pior. Mais gordura, maior risco.


QUAIS SÃO OS RISCOS?

Ainda na infância e adolescência, podem estar aumentados o colesterol e os triglicérides. Esse é o achado mais freqüente. São gorduras presentes no sangue e que se estiverem aumentadas por bastante tempo vão causar entupimento nas artérias. Se isso acontecer no coração, teremos o infarto do miocárdio; se for no cérebro, teremos o derrame. Ambos sempre têm conseqüências muito sérias.

Outra coisa que vem acontecendo com freqüência cada vez maior é a diabete tipo II. Antes era uma doença de idades mais avançadas. Hoje é perfeitamente possível de ser diagnosticada em adolescentes e adultos jovens, associada à obesidade.

O sedentarismo, isto é, a falta de atividade física do corpo, tanto pode ser causa como conseqüência da obesidade. O aumento de peso impede a agilidade, a flexibilidade e a disposição, essenciais para desenvolver uma atividade. Com o tempo, o obeso desiste por não ser capaz de bons desempenhos, agravando a situação. Sente-se discriminado, deixado de lado pelos demais. Recolhe-se a si mesmo e freqüenta grupos de outras pessoas que passam pelo mesmo problema. O vestiário da piscina ou do futebol é o inferno. A auto estima está lá embaixo. Nessa fase, o tratamento se torna extremamente difícil, por falta de colaboração.

Outros problemas são os de pele, de esqueleto – que sempre está sujeito a sobrecargas – e de respiração. O peso do abdome exige um esforço respiratório maior, e, durante o sono, a respiração é interrompida várias vezes. Isso é chamado de Apnéia do Sono, e não é boa coisa. O sono em si não é tranqüilo e reparador.

Enfim, temos de estar cientes de que uma criança fofinha pode se transformar imperceptivelmente em obesa. Uma criança obesa tem 80% de chance de ser um adulto obeso.


O QUE FAZER QUANDO SE DIAGNOSTICA OBESIDADE?

Em primeiríssimo lugar, nunca achar que é “normal” e que vai se resolver com o tempo. Diagnosticada a obesidade, faz-se a classificação do caso, o paciente é avaliado metabolicamente com exames de laboratório e com Bioimpedancia, e somente depois disso é que se vai propor um plano de tratamento.

Este consiste em praticar atividade física constante, seguir um plano alimentar definido e, às vezes, medicamentos. É muito interessante entender que não se faz “regime”, mas sim um plano alimentar no qual se ensina a pessoa a comer pelo resto da vida, em qualquer local que ela se encontre.

LEVE A OBESIDADE SEMPRE A SÉRIO. EM QUALQUER IDADE!


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